Declaração proferida no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, no dia 8 de Março:
Nos últimos três meses, em Portugal, ocorreram seis sinistros marítimos muito graves em que perderam a vida treze pescadores (oito dos quais ainda não foi possível recuperar os corpos), tendo-se também registado a perda total das embarcações, o "ganha-pão" de muitos.
As comunidades piscatórias de Castelo do Neiva, Matosinhos, Setúbal, Areosa, Peniche, Caminha, estão de luto, ao qual me quero associar com este testemunho hoje, aqui.
Um inverno bastante rigoroso que não tem possibilitado muitos dias de faina e os escassos apoios para os pescadores em terra, obrigam-nos a fazerem-se ao mar em condições adversas. O envelhecimento de algumas embarcações, a falta de segurança a bordo e de uma boa formação dos pescadores a este nível potencializam ainda mais a ocorrência e gravidade dos sinistros. Esta é uma realidade inadmissível que urge fazer desaparecer.
Neste contexto, o estabelecimento de condições que garantam a segurança dos pescadores deve constituir um dos objectivos prioritários da reforma da Política Comum de Pescas, através do investimento:
-na modernização das embarcações
-no reforço dos meios de segurança
-na formação dos pescadores em segurança básica
-nas condições de vida digna quando o estado do mar aconselha a ficar em terra.