O Parlamento Europeu aprovou hoje o relatório Lyon, relatório de iniciativa sobre a Politica Comum pós 2013. Após acesa discussão entre os vários grupos políticos, o PPE conseguiu assegurar maiorias naquelas que eram as suas teses mais importantes. Em primeiro lugar a emenda antes apresentada em Comissão de Agricultura pela Eurodeputada Patrão Neves e introduzida na plenária pelo PPE foi hoje votada favoravelmente por 356 deputados europeus. Esta emenda hoje aprovada faz uma divisão entre bens públicos de primeira geração (produção e segurança alimentar), os valores essenciais da PAC e bens públicos de segunda geração (ambiente, bem estar animal e ordenamento do território), valores de extrema importância, mas complementares em relação aos primeiros. Em segundo lugar, a outra vitória bastante importante neste relatório, foi a de não inviabilizar um mecanismo de gestão alternativo às quotas leiteiras no texto do relatório. Em terceiro lugar o facto de não se ter tomado uma posição desfavorável aos OGM's, quando não era de todo o objectivo deste relatório. Em quarto lugar e aquele que foi o grande tema fracturante entre PPE e S e D, num texto apresentada por Capoulas Santos em que defendia a fusão do dois pilares da PAC e mais recentemente a fusão do eixo 2 do 2 pilar com as ajudas directas do primeiro pilar. A Eurodeputada e o PPE opuseram-se, desde o inicio frontalmente a esta ideia porque numa altura de difícil discussão orçamental é de todo desaconselhável discutir a estrutura actual da PAC. Assunto bem distinto e que a Eurodeputada tem vindo a defender são as urgentes e necessárias correcções sobretudo ao nível dos instrumentos do 2 pilar e de uma necessidade de simplificação da PAC.