Patrão Neves começou por referir que "a Europa é hoje o maior mercado mundial para os produtos da pesca e da aquacultura, representando mais de 55 milhões de euros em valor respeitantes a mais de 10 milhões de pescado". Contudo, salientou que "apesar do elevado consumo, a Europa é altamente deficitária no seu aprovisionamento importando cerca de 60% do pescado que consome."
Considerando o recurso à importação "uma inevitabilidade", Patrão Neves referiu que "é necessário que a UE garanta a salvaguarda de dois aspectos fundamentais: a criação das condições indispensáveis para garantir ao consumidor comunitário o acesso a PPA´s (produtos da pesca e aquacultura) importados de qualidade, e o estabelecimento de um quadro de concorrência leal quer para os produtos importados, quer para os que são produzidos e capturados pelos sectores da pesca e da aquacultura europeia".
Patrão Neves considera que imperativo que"os PPA´s importados pela UE cumpram as mesmas exigências impostas à produção comunitária, nomeadamente no plano ambiental, social, sanitário e de qualidade".
Apontou ainda como necessária, "uma reforma da organização comum dos mercados dos produtos da pesca e aquacultura, em particular uma revisão dos mecanismos utilizados para contrariar fenómenos como a supressão gradual dos direitos aduaneiros e a concorrência cada vez mais massiva das importações."
A Eurodeputada concluiu dizendo que "são necessárias medidas urgentes para que os produtores comunitários, onde se incluem obviamente os produtores nacionais, possam comercializar os seus produtos num regime de igualdade e justiça competitiva, sendo este relatório um bom ponto de partida ".