Eurodeputada Patrão Neves reuniu ontem em Bruxelas com representantes da APOSOLO (Associação Portuguesa de Mobilização de Conservação do Solo), Eng. Gabriela Cruz e Eng. João Grilo.
Nesta reunião foi discutido sobretudo o tema dos OGM'S, actualmente na ordem do dia, pois hoje haverá manifestações pro OGM'S de várias organizações agrícolas e haverá uma apresentação Dalli na Comissão de Ambiente do Parlamento Europeu.
Estas foram algumas das ideias veiculadas:
- A lei de coexistência Portuguesa é demasiado exigente e foi a primeira a ser adoptada em toda a U.E.
- O facto de os agricultores que cultivam OGM'S não receberem agro-ambientais no primeiro ano é um grave obstáculo.
- As últimas experiências OGM’s resistentes aos herbicidas constituem um contributo muito relevante no contexto dos novos desafios da PAC
- Já há variedades de OGM com resistência ao stress hídrico (consomem menos 25% de agua)
- Se produzíssemos 90% do milho com OGM”S pouparíamos 2 milhões de litros de pesticidas e herbicidas
- A fileira agrícola (alimentação animal) e a própria indústria agro-alimentar não consegue entender porque é que um pais como Portugal que só produz 33 por cento das suas necessidades de milho é um opositor das tecnologias Bio-tech, sobretudo quando apenas 4 por cento do milho produzido em Portugal é transgénico
- As zonas de produção (venda conjunta de cereais convencionais e OGM) foram uma boa solução
- Há uma relação directa entre dimensão e possibilidade de cultivo porque as limitações como as zonas de tampão exigem área e por isso as áreas do Norte de Portugal são mais afectadas por estas limitações.